Avaliação do TDAH pode ser aprimorada pela combinação de medidas cognitivas e neurofisiológicas
- neuroforceneuromod
- 23 de jun.
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Atualizado: 25 de jun.

Resumo
Um artigo publicado em 2018 apresentou um protocolo de avaliação do Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) que integra entrevistas clínicas, escalas comportamentais, testes de desempenho contínuo (CPT), hemoencefalografia (nir-HEG) e eletroencefalografia quantitativa (QEEG). Os autores propõem que a combinação dessas medidas pode contribuir para uma avaliação mais objetiva e abrangente do funcionamento atencional e executivo.
Principais Achados
O protocolo combina avaliação comportamental, cognitiva e neurofisiológica em um único modelo.
Crianças com TDAH apresentaram menor ativação cortical e menor oxigenação cerebral em regiões pré-frontais quando comparadas a crianças sem o transtorno.
Participantes com TDAH apresentaram mais erros por omissão, mais erros por comissão, maior tempo de resposta e maior variabilidade de desempenho nos testes de atenção.
Os resultados sugerem associação entre alterações de ativação cerebral e prejuízos em funções executivas e atenção sustentada.
A integração de múltiplas medidas pode auxiliar na construção de avaliações mais objetivas e individualizadas.
O que isso significa na prática?
A avaliação de dificuldades de atenção não precisa depender apenas de observações comportamentais ou questionários. A integração de testes cognitivos com medidas neurofisiológicas, como QEEG e HEG, pode fornecer informações adicionais sobre o funcionamento cerebral, contribuindo para uma compreensão mais completa das dificuldades apresentadas por cada indivíduo.