Fotobiomodulação pode estimular a produção de energia cerebral e favorecer mecanismos de neuroproteção
Atualizado: 25 de jun.

Resumo
Uma revisão publicada em 2024 analisou as evidências sobre o uso da fotobiomodulação em doenças neurodegenerativas. Os autores descrevem como a luz vermelha e infravermelha pode interagir com as mitocôndrias, aumentar a produção de ATP, modular processos inflamatórios, favorecer a neuroplasticidade e contribuir para mecanismos de proteção neuronal observados em estudos experimentais e clínicos.
Principais Achados
A fotobiomodulação atua principalmente por meio da absorção da luz pela citocromo c oxidase, importante enzima mitocondrial.
A ativação mitocondrial aumenta a produção de ATP, principal fonte de energia celular.
A técnica pode modular o estresse oxidativo e reduzir processos neuroinflamatórios.
Estudos demonstram aumento de fatores neurotróficos como BDNF, associados à neuroplasticidade e sobrevivência neuronal.
A fotobiomodulação também pode favorecer o fluxo sanguíneo cerebral e a função mitocondrial.
Resultados promissores foram observados em modelos experimentais de Alzheimer e Parkinson.
O que isso significa na prática?
O cérebro é um dos órgãos com maior demanda energética do organismo. As evidências atuais sugerem que a fotobiomodulação pode influenciar mecanismos relacionados à produção de energia celular, regulação da inflamação, proteção neuronal e neuroplasticidade. Esses efeitos ajudam a explicar o crescente interesse científico pela utilização da luz vermelha e infravermelha como ferramenta complementar em intervenções voltadas ao funcionamento cerebral.