Neurofeedback é considerado um tratamento bem estabelecido para TDAH em crianças
- neuroforceneuromod
- 23 de jun.
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Atualizado: 25 de jun.

Resumo
Uma revisão quantitativa publicada em 2020 avaliou as evidências científicas sobre o uso do neurofeedback no tratamento do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). Os autores analisaram meta-análises recentes, ensaios clínicos randomizados multicêntricos e estudos de efetividade clínica, concluindo que os protocolos padronizados de neurofeedback apresentam eficácia significativa, efeitos sustentados a longo prazo e podem ser considerados um tratamento bem estabelecido para crianças com TDAH.
Principais Achados
Duas meta-análises independentes confirmaram eficácia significativa do neurofeedback para sintomas de TDAH avaliados por pais e professores.
Quatro ensaios clínicos multicêntricos demonstraram superioridade do neurofeedback em comparação com grupos controle semiativos.
Os estudos apresentaram efeitos de magnitude moderada a grande ao final do tratamento e nos acompanhamentos posteriores.
As taxas de remissão observadas variaram entre 32% e 47%.
Os benefícios foram mantidos por 6 a 12 meses após o término do treinamento, mesmo sem sessões adicionais.
Não foram identificados efeitos adversos significativos relacionados especificamente ao neurofeedback.
Os autores concluem que os protocolos padronizados de neurofeedback para TDAH podem ser classificados como tratamento "bem estabelecido" de acordo com critérios adaptados da American Psychological Association (APA).
O que isso significa na prática?
O neurofeedback permite que a criança aprenda a regular padrões específicos de atividade cerebral associados à atenção, impulsividade e autocontrole. As evidências analisadas nesta revisão indicam que os benefícios podem persistir mesmo após o término do treinamento, tornando o neurofeedback uma alternativa não medicamentosa com potencial para promover mudanças duradouras no funcionamento cerebral e comportamental.