Neuromodulação não invasiva pode favorecer a neuroplasticidade e a recuperação funcional após lesão cerebral
- neuroforceneuromod
- 23 de jun.
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Atualizado: 25 de jun.

Resumo
Uma revisão publicada em 2024 avaliou estudos que utilizaram estimulação cerebral não invasiva (tDCS e rTMS) em indivíduos com lesão cerebral adquirida. Os autores analisaram 22 estudos envolvendo 657 participantes e observaram que a maioria das pesquisas relatou alterações positivas na neuroplasticidade, acompanhadas por melhorias cognitivas, emocionais, motoras ou funcionais. As evidências sugerem que a neuromodulação pode contribuir para processos de adaptação cerebral e recuperação funcional.
Principais Achados
Foram analisados 22 estudos envolvendo 657 participantes com lesão cerebral adquirida.
Vinte dos 22 estudos relataram alterações positivas na neuroplasticidade ou melhora de sintomas clínicos.
A neuromodulação foi associada a melhorias em funções cognitivas, emocionais, motoras e somáticas.
Alterações em conectividade cerebral, excitabilidade cortical, fluxo sanguíneo cerebral e atividade eletrofisiológica foram observadas em diferentes estudos.
Os resultados sugerem que a combinação da neuromodulação com programas de reabilitação pode potencializar os benefícios observados.
O que isso significa na prática?
O cérebro possui a capacidade de reorganizar suas conexões e adaptar seu funcionamento ao longo da vida, fenômeno conhecido como neuroplasticidade. As evidências reunidas nesta revisão sugerem que técnicas de neuromodulação não invasiva, como tDCS e rTMS, podem favorecer esses processos adaptativos, especialmente quando associadas a estratégias de reabilitação cognitiva, física ou comportamental.